
Quando decidi abrir o terreiro, meu primeiro pensamento foi o de homenagear a Vovó Maria de Angola, em agradecimento pelo trabalho espiritual que havia curado e protegido meu filho em um momento de grande dificuldade. Porém, em sua sabedoria, a Vovó me ensinou algo profundo: os espíritos não guardam mágoas nem ressentimentos, não sentem necessidade de reconhecimento humano, porque servem apenas ao amor e à caridade. O importante seria que a casa tivesse o nome que representasse a sua verdadeira força espiritual.
Foi então que Caboclo Lua Dourada, meu zelador e guia de Ogum, fez uma observação decisiva: “O terreiro deve levar o nome do dono da casa.” E assim foi.
Por isso, o nome escolhido não poderia ser outro: Terreiro de Umbanda Lua Dourada (TULD). Ele carrega a luz e a firmeza de Ogum, a claridade da lua que guia mesmo nas noites mais escuras, e o brilho dourado que simboliza vitória, proteção e caminhos abertos.